CURSOS

Equoterapia
Hipoterapia
Educação/Reeducação 
Equitação terapêutica ou Equitação de lazer
Equitação lúdica
Equitação para executivos
Equitação pré-esportiva 
Programa Prática Esportiva 
Equitação de trabalho
Equitação para três tambores
Equitação para seis balizas



Equoterapia                             
Figura1: Equoterapia com Idosos



É indicada para todos os tipos de pessoas e de qualquer idade, sobretudo para portadores de necessidades especiais. 
A equoterapia é um método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais (ANDE-BRASIL, 1999); desenvolvendo no praticante, capacidades funcionais que permitam sua independência nas atividades diária da vida. 
Na equoterapia’ o cavalo é utilizado como um meio facilitador de se alcançar os objetivos terapêuticos. 
A andadura do cavalo imprime movimentos tridimensionais, ou seja, em três eixos distintos para cima e para baixo, para um lado e para outro e para frente e para trás, que são estímulos somatossensorial, proprioceptivos e vestibulares para o praticante cavaleiro, desenvolvendo: 
   a) O controle postural do praticante pelo estímulo à via dos substratos do controle motor local. 
   b) O equilíbrio do praticante, pelo estímulo aos substratos de controle motor postural. 
   c) Reações de ajuste, de defesa e de endireitamento corporais. 
   d) Estímulo do controle motor global, aperfeiçoando o assento do praticante sobre o cavalo.
Nesta fase o praticante aperfeiçoa e aplica adaptação/aprendizado adquiridos, que o permitem manter-se equilibrado sobre à sela e unir-se coordenada e harmoniosamente aos movimentos do cavalo, desenvolvendo com o animal um conjunto biomecânico melodioso. 
No movimento (ao passo), exige do praticante a participação do corpo inteiro, de todos os músculos e de todas as articulações, promovendo assim um desenvolvimento uniforme e completo do corpo. 
É sabido que cada indivíduo, com deficiência e/ou com necessidades especiais, tem o seu “PERFIL”, o que o torna único. Isto evidencia a necessidade de formular programas individualizados, que levem em consideração as demandas daquele indivíduo, naquela determinada fase de seu processo evolutivo. 

PROGRAMAS DE EQUOTERAPIA
A equoterapia é aplicada por intermédio de programas individualizados organizados de acordo com: 
   a) as necessidades e potencialidades do praticante; 
   b) a finalidade do programa; 
   c) e os objetivos a serem alcançados, com duas ênfases:
      1- com intenções especificamente terapêuticas, utilizando técnicas que visem, principalmente, à reabilitação física e/ou mental;
      2- com fins educacionais e/ou sociais, com a aplicação de técnicas pedagógicas aliadas às terapêuticas, visando à integração ou reintegração sócio-familiar. Fonte ANDE-BRASIL 2009.


Hipoterapia                               

  Figura 2: Hipoterapia      Figura 3: Hipoterapia   

Programa essencialmente da área de saúde, voltado para as pessoas com deficiência física e/ou mental.
Neste caso o praticante não tem condições físicas e/ou mentais para se manter sozinho a cavalo. 
Necessita de um auxiliar-guia para conduzir o cavalo, e também do auxiliar lateral para mantê-lo montado, dando-lhe segurança.
A ênfase das ações é dos profissionais da área de saúde, precisando portanto, de um fisioterapeuta, a pé ou montado em conjunto com o paciente, para a execução dos exercícios programados.
O cavalo é usado principalmente como instrumento cinesioterapêutico. Fonte ANDE-BRASIL 2009.
Exemplo de pacientes para a prática da Hipoterapia são crianças com “DISFUNÇÃO NEUROMOTORA”. Frequentemente essas crianças apresentam grandes dificuldades no controle muscular e postural e como consequência dessa condição suas atividades funcionais e exploração do ambiente tornam-se deficitárias. É sabido que não existe cura para este tipo de problema, por conta disto, novas tecnologias e recursos estão sendo desenvolvidos por todo o mundo buscando uma melhor qualidade de vida para os portadores dessa condição. A interferência da maturação normal do cérebro, presente no paciente portador desta Disfunção, ocasiona um atraso nas etapas do desenvolvimento motor e propicia a presença de padrões posturais e de movimento anormais, conseqüentes a um tônus anormal. A relevância dos recursos terapêuticos utilizados pela Equoterapia junto aos pacientes portadores de Disfunção Neuromotora objetiva a organização biomecânica durante a montaria e, consequentemente, a potencialização dos benefícios neuromotores.


Educação/Reeducação             

Este programa pode ser aplicado tanto na área de saúde quanto na de educação/reeducação.
Neste caso o praticante tem condições de exercer alguma atuação sobre o cavalo e pode até conduzi-lo, sem a dependência ou em menor grau do auxiliar-guia e do auxiliar lateral.
A ação dos profissionais de equitação tem mais intensidade, embora os exercícios devam ser programados por toda a equipe, segundo os objetivos a serem alcançados.
O cavalo continua propiciando benefícios pelo seu movimento tridimensional e multidirecional e o praticante passa a interagir com o animal e o meio com intensidade.
O cavalo atua como instrumento pedagógico. Fonte ANDE-BRASIL 2009.


Equitação de lazer                    
Recomendado para todos que sofrem com o estresse e a rotina do dia a dia. Comece seus dias de maneira diferente em contato com a natureza, animais e consigo mesmo. 
A partir do contato com os cavalos sua rotina de alimentação, cuidados e manejo, estimula e promove a harmonia entre o corpo e a mente.
Figura 7: Passeio a cavalo


Equitação lúdica                     
Equitação Lúdica é uma prática que se destina a crianças de dois a oito anos de idade, e tem por objetivo estimular o desenvolvimento psicomotor das mesmas através de atividades lúdicas e educacionais, e o desenvolvimento global visto que neste período a plasticidade cerebral é imensa, favorecendo o aprendizado de qualquer habilidade, ou seja, ativa áreas do cérebro responsáveis pelo desempenho educacional e possibilita melhorias físicas, mentais e de comportamento, buscando as potencialidades de cada um, aperfeiçoar suas habilidades motoras e trabalhar a autoconfiança. Além disso, a possibilidade de tocar, brincar, alimentar e conduzir um cavalo contribui para o desenvolvimento da autoestima e segurança da criança.
Essa Equitação é direcionada para crianças com “DESENVOLVIMENTO GLOBAL REGULAR” que são hiperativas, ansiosas, tem falta de concentração, precisam corrigir a postura, melhorar a coordenação motora, o equilíbrio e também o desempenho educacional.
A Equitação Lúdica faz uso de diferentes artifícios, como brinquedos e jogos educativos, para estimular a criança, que terá o cavalo como referencial.
Ao utilizarmos os cavalos e sua rotina é possível criar várias situações que favoreçam o desenvolvimento biopsicossocial das crianças, além de iniciar a introdução dos alunos ás práticas equestres. 
A Equitação Lúdica é uma atividade física desenvolvida ao ar livre, em íntimo contato com a natureza, representando ainda uma possibilidade de se trabalhar disciplina, responsabilidade e respeito pelos animais.


Equitação para Executivos      
Programa de Equitação dirigido, que promove o desenvolvimento de habilidades comportamentais e de liderança. Aulas individuais.
Por meio da reação natural do cavalo aos comandos e ações do cavaleiro, valores e conceitos são trabalhados, trazendo também equilíbrio e bem-estar.


Equitação Pré-Esportiva         
Desta forma, o aluno encontrará seus limites e potenciais dentro de um ambiente natural e saudável aprendendo, de forma lúdica, as noções básicas da Equitação, promovendo a iniciação no esporte de forma segura e principalmente prazerosa.
Prepara os novos atletas para o futuro. O trabalho destina-se a todos aqueles que já tenham alguma autonomia para montarem sozinhos, visando o desenvolvimento de habilidades físicas, emocionais e cognitivas.


Programa Prática Esportiva   
É uma modalidade de competição, dentro de um conceito festivo, adaptada ao praticante de equoterapia, normatizada, coordenada, em âmbito nacional pela Associação Nacional de Desportes para Deficientes e que já realiza competições desta modalidade.
Este programa tem como finalidade preparar a pessoa com deficiência para competições paraequestres com os seguintes objetivos. 
   a)    Prazer pelo esporte enquanto estimulador de efeitos terapêuticos; 
   b)     Melhoria da auto-estima, autoconfiança e da qualidade de vida; 
   c)     Inserção social.
Este programa abre caminho para competições paraequestres tais como: 
   a)    Equitação de três tambores;
   b)     Equitação de seis balizas. 


Equitação de Trabalho              
Figura 12: Prova da argola

A equitação de trabalho é uma modalidade esportiva em ascensão no Brasil. Muito conhecida na Europa, é um desporto onde  todos podem  participar, com qualquer cavalo, de qualquer raça, idade ou experiência. 
Tem como objetivo demonstrar as habilidades do cavalo de sela e a destreza do cavaleiro. A competição é composta por etapas distintas, disputas individuais – Ensino, Maneabilidade e Velocidade –, nas quais o cavaleiro monta sempre o mesmo cavalo. 
Por gerações, o homem vem utilizando cavalos para o trabalho no campo. Devido a isso eles possuir habilidades atléticas e morais diferenciadas, para que possam vencer os obstáculos que se apresentam com eficiência e segurança. Ágeis, no entanto controlados; fortes, no entanto sensíveis. Um delicado e necessário equilíbrio. A prova de Equitação de Trabalho foi idealizada para pôr estas qualidades à prova em pista. 
A modalidade nasceu da ideia de reunir em uma única competição conjuntos de origens diversas, a fim de demonstrar o trabalho diário de campo num simulacro de obstáculos e situações reais.

A COMPETIÇÃO... E AS ETAPAS
Constituído por diferentes etapas, um concurso de Equitação de Trabalho prolonga-se normalmente por três dias. Começa por uma prova de ENSINO (primeira etapa), onde o cavaleiro tem que executar determinados exercícios num retângulo de 40 x 20 m, julgados por um júri, à semelhança do que acontece na “Dressage”. 
A segunda etapa é a MANEABILIDADE, uma prova de obstáculos onde se simulam algumas dificuldades que o cavaleiro poderá encontrar no seu dia-a-dia de labuta no campo, e que este terá que transpor, de acordo com critérios pré-definidos. Nesta prova, julga-se a atitude, confiança e forma natural como os obstáculos são transpostos. 
A VELOCIDADE é a terceira etapa. Esta prova desenrola-se sobre um percurso idêntico ao da maneabilidade, onde não é avaliada a atitude mas sim a velocidade, em sistema de contra-relógio, fazendo com que esta prova seja a mais espetacular e atraia muito público.
A quarta etapa, disputada exclusivamente por equipas, é a prova da vaca, onde um grupo de cavaleiros terá que tirar de uma manada de bezerras, um animal previamente sorteado, e colocá-lo numa zona demarcada para o efeito, deixando todos os restantes animais na zona inicial.
  Figura 13: Modelo de prova de trabalho



Equitação Para três tambores 
  Figura 14: três tambores

A prova dos Três Tambores é um dos eventos de velocidade (cronometrada) mais emocionantes. Os competidores correm contra o cronômetro, seguindo um percurso que consiste em 3 tambores dispostos triangularmente. Inicia-se a contagem do tempo, quando o focinho do cavalo cruza a linha de partida. Os competidores podem escolher o lado para começar o percurso, tanto direito como esquerdo do 1º tambor, contorná-lo e ir para o próximo tambor e completando o percurso depois de fazer o circulo em volta do 3º tambor. É permitido tocar nos tambores, mas se algum tambor cair durante o percurso da prova, uma penalidade de 5 segundos será acrescida por tambor derrubado.
A prova consiste em contornar Três Tambores no menor espaço de tempo possível e sem penalidades.
  Figura 15: Prova de três tambores



Equitação Para Seis Balizas   
  Figura 16: Seis balizas

A prova de Seis Balizas coloca o cavalo como um esquiador deslizando em seus esquis. Os competidores correm contra o cronômetro, testando a agilidade e velocidade do cavalo. O percurso consiste em uma série de 6 balizas, daí o nome do esporte, nas quais cavalo e cavaleiro vão trançando (costurando) as balizas em alta velocidade. O cavalo corre até o final delas, em linha reta paralela, vira na última e entra trançando para fora e para dentro, trabalhando no caminho de volta para a 1ª baliza, então, ele faz o contorno na baliza da frente e volta costurando as balizas novamente, até atingir a última.
Neste ponto, ele completa o giro e volta em linha reta paralela à fila das balizas em direção à linha de chegada a toda velocidade. Será adicionada uma penalidade de 5 segundos para cada baliza que for derrubada.
  Figura 17: Modelo de prova de seis balizas

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